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Com R$ 700 milhões em dívidas, luz cortada e poucos brinquedos Hopi Hari deve fechar
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Com R$ 700 milhões em dívidas, luz cortada e poucos brinquedos Hopi Hari deve fechar

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Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

 

O parque de diversões mais famoso de São Paulo, o Hopi Hari, deve fechar em breve.

Apelidado de lugar mais feliz do mundo, o parque tem uma dívida de R$ 700 milhões, está com a luz cortada, sem seguro contra acidentes e já tem “aviso prévio” para fechar as portas. Além disso, os quase 300 funcionários não recebem salários desde fevereiro.

Devendo R$ 580 mil à concessionária de luz, o parque funciona com geradores alugados, que, se não forem pagos em R$ 100 mil até segunda-feira,serão retirados.  

Mas, a pior parte, sem dúvidas, é operar desde março sem o seguro para acidentes com frequentadores ou eventuais danos aos equipamentos. O novo proprietário, José Luiz Abdalla vem buscando seguradoras, mas não consegue parceiros devido à situação atual do Hopi Hari.

Em processo de recuperação judicial, o parque tem ainda mais um desafio: não tem advogado, pois o último retirou-se por falta de pagamento.

E claro que o público percebeu a decadência e passou a ser raro no Hopi Hari, que já chegou a ter 24 mil pessoas em picos de visitação em 2011. No último sábado, 160 visitantes estiveram por lá. No dia anterior, 20 pessoas.

Há relatos de que poucos brinquedos funcionam, e que, muitos clientes chegam ao estacionamento e, ao notarem os avisos, se retiram – são somente 12 atrações das 60, ao preço de R$ 99.

Após veiculação de reportagens sobre o assunto, o Hopi Hari se posicionou e disse que tenta se reerguer, confira a nota oficial:

Vinhedo, 09 de Maio de 2017
Acabamos de ler a matéria publicada em jornal de grande circulação, e ficamos surpresos com a sanha destilada por um veículo tido como sério. Sob uma chamada sensacionalista composta por informações requentadas – de conhecimento público e reconhecidas pelo parque –  o jornalista assume a posição de agoureiro do mal, pressagiando um desfecho que só beneficia a alguns poucos.
A situação do parque é amplamente conhecida e, aliás, já serviu de assunto para outras matérias do mesmo jornalista não há muito tempo.
Em 18 anos de existência o HOPI HARI recebeu mais de 25 milhões de pessoas que ali passaram momentos inesquecíveis: o parque chegou a oferecer 46 atrações divididas em cinco áreas temáticas e que atendem a todas as idades.
Recentemente 95% do controle acionário do parque foi assumido por José Luiz Abdalla. Após um período de transição, a nova gestão assumiu o comando a partir de 5 de abril, quando o Luciano Corrêa – presidente anterior – deixou o cargo e suas funções administrativas.
A nova gestão tem feito da transparência uma das suas bandeiras – reconhecendo publicamente o corte do fornecimento de energia pela CPFL e os motivos pelos quais tantas atrações continuam paradas. Os milhares de fãs do HOPI HARI têm celebrado as novidades e os pequenos avanços conquistados neste curtíssimo período.
Apesar das dificuldades, temos mantido o parque aberto e funcionando, e com todas as garantias para seus visitantes.
Somente aqueles que querem ver o parque fechado insistem em questionar a segurança e a manutenção das atrações. Todas as atrações abertas estão com sua manutenção em dia e oferecem toda a segurança possível. E o parque divulga na sua página na internet, e na entrada a lista de atrações  paradas são divulgadas e também na entrada do parque.
SEGURO – No Brasil não há seguradoras especializadas nesta área e isso dificulta a contratação de um seguro adequado. Mas estamos buscando como resolver. Por outro lado, a ausência de seguro não tem nenhuma relação com a manutenção, como alguns desavisados poderiam interpretar… Como exemplo grosseiro, um automóvel poderia não possuir seguro particular e ainda assim ter todas suas revisões e manutenção em dia.
Ao todo são mais de 350 famílias de habitáris que dependem diretamente desse empreendimento. E estas pessoas acreditam tanto quanto nós na recuperação do HOPI HARI. Nunca escondemos de ninguém que a tarefa assumida seria difícil e árdua. Os erros das antigas gestões são muitos e é humanamente impossível resolvê-los em 30 dias.
Temos um plano e estamos trabalhando porque acreditamos que é possível recuperar o HOPI HARI e devolver a São Paulo um grande parque de diversões como sua população merece. A alternativa é a falência do parque. A quem pode interessar isso?
Sim, a reportagem mencionada é objetiva e fática. Mas seu impacto é destrutivo e pessimista. E tem ocasionado o esfriamento imediato das negociações com possíveis investidores. Aliás, pode ser coincidência, mas toda vez que avançamos nesse sentido, este mesmo jornalista publica matérias desse teor – que nada contribuem para o crescimento da sociedade.
O momento é de construir, não de destruir. Estamos tentando reerguer um espaço de felicidade e alegria, onde milhares ou milhões de pessoas tem passado dias de encanto. Conhecemos os problemas e as dificuldades, e não fugimos delas. É hora de escolher um lado: fazer lenha da árvore caída ou nos apoiar e torcer, como muitos estão fazendo, pelo sucesso do projeto.
Assessoria de Imprensa Hopi Hari

 

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