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Líderes – Conexão entre pessoas, processos e resultados
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Líderes – Conexão entre pessoas, processos e resultados

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A diferença entre o líder é o gerente pode ser resumida numa frase:

Os gerentes fazem o seu trabalho; os líderes se conectam e vão além.

As pessoas trabalham em conexão com um líder, mas trabalham para um gerente. Quando trabalham para um gerente, a maioria delas se sente presa, sem poder alçar vôo, atrasada e inibida pela necessidade de aprovação do gerente. Os grandes líderes oferecem às pessoas a sensação que estão trabalhando com alguém que os inspira a serem melhores na sua essência humana e no seu valor profissional. As pessoas se sentem acolhidas e tem a sensação que estão trabalhando com alguém que tem o que oferecer, contanto com seu apoio e confiança. Isto gera sentimento de liberdade e libera ideias criativas, força de vontade e equilíbrio, onde o colaborador sente que trabalhar dessa maneira é um privilégio. As empresas dependem muito mais hoje de líderes que saibam oferecer apoio e de colaboradores empreendedores que as empresas tradicionais, pois os processos e os mercados de agora em diante serão imperfeitos, extremamente competitivos e mutantes. A liderança tende a virar um processo crescente e composto que em conjunto aos processos tornarão as empresas grandes marcas percebidas e assim todos se tornarão bem sucedidos.

Uma líder precisa da mistura certa de vigor e humildade. Ele deve ser ambicioso, mas sem intimidar!    Por exemplo, numa recente discussão que assisti numa mesa de negócios entre o fornecedor e o presidente de seu cliente, o representante do fornecedor disse de repente: “Esta negociação é injusta e destrutiva… Você é mais inteligente”. A reunião chegou num impasse. Ocasionado pela desconfiança da “parceria”. Se o executivo do cliente tivesse reprimido seu desejo de mostrar extrema inteligência, a negociação teria sido concluída satisfatoriamente, em vez de deixar um resíduo de desconfiança que jamais foi superado completamente.

O líder não pode negligenciar o provimento de visão e apoio para as pessoas que nele confiam, nem pode se dar ao luxo de negligenciar os detalhes do trabalho diário. A ação da empresa precisa ser focalizada para que as pessoas cresçam seus processos melhores continuamente e por consequência a empresa tenha lucro no seu setor. Sem visão e atenção aos detalhes, a ação fica desfocada e as pessoas questionam sua liderança. O líder encontra o equilíbrio certo e um nível de conforto que satisfaça, tanto a ele como ao pessoal da organização, entre provimento de visão e apoio, presta atenção a detalhes. O líder desenvolve a capacidade de não liderar de menos e nem gerenciar demais.

Cada colaborador como um líder.       

Em toda empresa bem sucedida, todos os colaboradores precisam estar conscientes do contexto no qual o empreendimento funciona, de modo que, quando ocorre uma situação inesperada, cada colaborador esteja disposto e apto para assumir responsabilidades, podendo tomar decisões acertadas para a empresa. A alternativa, que é a de esperar que uma autoridade mais alta resolva o problema, ou dê permissão para que seja tomada alguma iniciativa, seria lenta demais para ser útil ou rentável.

A empresa tradicional podia ser bem sucedida com um gerente ao leme e com um gerente abaixo dele, cada um fazendo o que lhes era mandado. A empresa atual exige um líder ao leme, sim, que responda juridicamente ou até como autoridade maior perante o mercado; e líderes por toda a organização, e prospera somente quando o seu pessoal funciona como líderes empreendedores e motivados. Não é fácil liderar líderes! Na empresa tradicional, os gerentes eram “sargentos”. Compeliam e persuadiam seus colaboradores a trabalharem o mais rápido possível. Na atualidade os gerentes tem que agir como “generais”! Pensam em toda a estratégia operacional, tática e estratégica, motivam os outros, fixam alvos, apoiam, providenciam para que os recursos estejam disponíveis quando são necessários e ajudam o seu pessoal a resolver problemas. Eles são sustentadores e orientadores, não microgerente. Um gerente moderno se deseja sobreviver e crescer deve ter grande interesse nos detalhes do seu trabalho, e vê o máximo da moral, disciplina, gentileza e capacidades de sua equipe. E na pratica de sua liderança deve fazer dia a dia que sua equipe externe seu melhor.

Líderes Orientam. Gerentes Mandam

O trabalho dinâmico, interativo, que faz parte e que dá significado das coisas para as pessoas e sua marca, não podem ser alcançados sem permissões para todas as ações. Nenhum cliente ou fornecedor quer tratar com alguém que não tem autoridade para decidir. A concessão de autoridade ao pessoal das equipes é essencial para uma empresa evoluir, ter ótimo clima e dar lucros como fruto de esforços conjuntos. Vejo que a liderança fortalece e posiciona os colaboradores, a metodologia de trabalho e os sistemas que tornam isso possível. A gerência passou de comandos e controles para a orientação e coordenação. Isso é verdadeiro tanto para grandes como para pequenas empresas.

Na empresa tradicional, o trabalho consistia em tarefas simples, especializadas, sendo cada uma delas de fácil entendimento. A companhia podia ser tocada por um gerente, cuja a perspectiva era limitada à coordenação dos esforços dos departamentos especializados. A vantagem competitiva era obtida pela coordenação e pela alocação otimizada de recursos entre departamentos. O ambiente de trabalho atual é dominado pela complexidade e brutalidade comercial globalizada, a qual não pode ser gerenciada por uma especialização estreita e por planejamento detalhado. A complexibilidade organizacional pode ser gerenciada somente pela injeção de iniciativa por toda a organização. O trabalho do líder é, então, o de expressar um objetivo claramente e certificar-se de que os colaboradores o compreendam e possam alcança-lo para o bem de todos. Esta liderança motivadora é mais desafiante do que o estilo gerencial, atrelado a fórmulas ultrapassadas.

O desafio do líder

Liderar uma empresa empreendedora e adaptável, na qual as pessoas estão continuamente em contatos com clientes e fornecedores, decidindo por elas mesmas como utilizar seu tempo e assumindo compromissos em nome da empresa, é um desafio de liderança genuíno, de valor real e intenso.

O desafio isolado mais importante da liderança neste momento é o de tornar a realidade mais clara para os colaboradores onde todos precisam de preparação, força de vontade, atitude e uso da tecnologia que estiver disponível para serem pessoas melhores, profissionais singulares, e fazer algo tão útil à sociedade que se tornarão geradores de lucro sustentável em seu mercado e ambiente em que vivem.

Liderança é a responsabilidade de definir, de forma tempestiva, objetivos claros e passíveis a serem alcançados. É imperativo que o objetivo deve ficar claro para todos na organização, e os líderes são os catalisadores do processo, além de compreenderem como essencial esta forte necessidade.

A maior armadilha para uma organização é que a visão coletiva de onde está e para onde vai se mantenha constante, a medida que mudam as circunstâncias da competição. Os esforços dos funcionários tornam-se desfocados e fora da realidade, num ambiente complexo, competitivo e em constante mutação.

Os líderes sabem como motivar as pessoas à níveis de esforço e sucesso mais altos, e são tolerantes com os fracassos, desde que se trate de fracassos positivos, ocorridos quando os colaboradores estão se esforçando para atingir alvos significativos. A liderança de uma empresa exige que seu líder seja bem sucedido enquanto trabalha em equilíbrio constante com o ambiente, as equipes e os problemas complexos em busca de soluções rentáveis, justas e éticas.

Liderar é fazer as pessoas a sua volta evoluírem. Então ser líder é equilibrar com sucesso uma complexa mistura de opostos para o bem coletivo. Pois Líder:

 

  • Vê o quadro geral, mas não perde de vista os detalhes;
  • Se dá bem e preserva as pessoas, assim como compreende os detalhes, a riqueza e a importância das questões técnicas;
  • Demonstra tanto ambição controlada como humildade compreensiva;
  • Recebe parte do crédito do sucesso, mas dá aos outros mais crédito do que lhe é devido como forma de incentivo constante;
  • É implacável na perseguição de metas e negócios rentáveis e éticos, e totalmente honesto no reconhecimento de erros pessoais e da equipe;
  •  É afável e amistoso numa multidão, mas não fica intimidado com a solidão da liderança;
  • Transmite um senso de urgência, mas é paciente com as pessoas que estão fazendo o melhor que podem com o que tem no momento;
  • É um pensador ativo, um ativista pensativo e um amigo confiável e presente;
  • Sabe quando segurar e quando soltar, quando perseverar e quando desistir,
  • É tanto protetor como servo de seu pessoal;
  • Sabe que não existe substituto para a experiência, mas que não há tempo para ganhar experiência suficiente, e por isso incentiva a busca constante pelo treinamento, pelo desenvolvimento e pelo lucro coletivo;

O líder gerencia com sabedoria as demandas conflitantes dos grupos de interesse no qual faz parte e traz à cada um a percepção que estão numa engrenagem de ganhos coletivos. Estes incluem:

  • Os acionistas, que usualmente desejam retorno rápido e rentável de seus bens;
  • Os bancos e credores, que querem estar certos de que seus empréstimos serão pagos de modo confiável;
  • Aos colaboradores, que querem altas rendas e empregos seguros e agradáveis para toda a vida;
  • Aos fornecedores, que desejam um cliente confiável, compreensível e que pague bem no mais amplo sentido da ética, pontualidade e valor agregado da aliança;
  • Os clientes, que confiam na sua empresa para apoiar seus processos de negócios, de estilo de vida e garantia de ter lucro por fazer negócios com você;
  • E a sociedade que espera que a sua liderança sirva de inspiração e modelo as novas gerações que virão e esperam lucro, ética, equilíbrio e sustentabilidade em tudo que viermos a fazer, construir ou realizar.

A mudança da estrutura organizacional das empresas agora é totalmente flexível, assim a natureza cambiante da liderança, levaram renovação e modificações nas responsabilidades dos departamentos funcionais como por exemplo:

  • O departamento de vendas não comercializa; ele monta um sistema de apoio à habilidade das equipes operacionais e técnicas em encontrar, interagir e transformar lucros em alianças com clientes atuais e futuros de forma que todos tenham lucro;
  • O departamento de compras não faz compras, ele monta um sistema para que uma equipe de compras( técnica, operacional, jurídica e clientes do cliente que usam as soluções, faça as compras com agilidade, ética e inovação, e em tempo integral;
  • O departamento de design não faz projetos; ele monta um sistema de design, de modo que equipes auto gerenciadas e multidisciplinares possam concretizar o projeto de onde estiverem;
  • O departamento jurídico não negocia contratos; ele monta um sistema para que as equipes negociem contratos com transparência, ética e velocidade.

A especialização distanciada que funcionava nas empresas há uma geração, não consegue manter interação suficientemente eficaz e rápida neste cenário, e nem em nenhum daqui em diante. Para um empresa dar certo hoje o mínimo exigido são: pessoas auto motivadas e trabalhando em equipe para conseguir sucesso. A liderança no passado era uma tarefa unidimensional, que podia ser desempenhada até por líderes medíocres. Liderar hoje exige um perfil de líder inspirador, que possa lidar simultaneamente com muitas demandas conflitantes e que tenha resiliência. Esta complexidade dificulta e exige mais e mais dos líderes de hoje e exigirá ainda mais dos que virão, principalmente no que tange o desenvolvimento de equipes multidisciplinares e desenvolvimento de novos negócios. Pois serão grandes as tomadas de decisões operacionais, conhecimentos especializados e capitais investidos que precisam ser deixadas pelos mais poderosos das equipes, para que outros possam se desenvolver e por influência tornarem ainda maiores, melhores e mais eficazes seus líderes, e por consequência seu mercado de atuação.

Saber como conceder poder às pessoas e confiar nelas, enquanto simultaneamente compreende o limite e as consequências dessa confiança, exige novos, longos padrões de liderança. Acredito que estamos na melhor hora e lugar para evoluir, investir e crescer… Esta é a oportunidade para líderes preparados, motivados e frustrados com o antigo sistema,  fazerem a diferença somando através de atitude e empreendedorismo pessoal e capital a conexão entre pessoas, processos e resultados.

Tenha um fabuloso dia hoje e sempre…

Pois o MERCADO é do TAMANHO de sua IMAGINAÇÃO.

Se você tiver algum comentário, sugestão ou dúvida entre em contato pelo e-mail falecom@paulosilveira.com.br e no campo “Assunto” coloque A Magia do Mundo dos Negócios. Muito obrigado! Paulo Silveira

 

colunistaPaulo Silveira

Conferencista com mais de 2000 palestras, nas áreas de liderança em vendas, vendas consultivas, vendas técnicas, comunicação com base em liderança e influência. Foi contratado por mais de 200 empresas das 500 melhores empresas eleitas pela Revista Exame. Professor convidado da FGV/SP, FIA FEA/USP, UDESC e UFRGS. Consultor, empreendedor e articulista com mais de 900 artigos editados. Autor de 26 livros, destacando-se os best-sellers: A Lógica da Venda e ATITUDE – A Virtude dos Vencedores, lidos por mais de 4,8 milhões de leitores.
É o responsável técnico pelo curso de formação profissionalizante Agente de Vendas, em parceria com a Visual Mídia, que em 11 anos iniciou mais de 2 milhões de alunos na profissão.
Está revolucionando o mercado com novas formas de pensar e treinar equipes comerciais, com formatos disruptivos e inovadores, trazendo resultados nunca antes alcançados!

Sua experiência e conhecimento são amplamente compartilhados em livros e artigos. Esses não só fizeram sucesso entre os mercados corporativos, como também despontaram em vendas para o público geral, tornando alguns dos títulos como livros mais aplicáveis e vendidos do segmento.

 

 

 

 

 

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