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Saiba se a sua empresa está vulnerável à corrupção
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Saiba se a sua empresa está vulnerável à corrupção

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Por Rafael Multedo*

Fraudes e outros problemas relacionados à falta de ética podem ocasionar muito mais prejuízo às empresas do que uma simples queda nos lucros. Felizmente, existem mecanismos que ajudam a reconhecer e combater as más práticas – como a elaboração de um código de conduta, a disponibilização de canal de denúncia, o desenvolvimento de educação contínua e o monitoramento de ações de riscos. Confira os principais sinais de um negócio que pode estar vulnerável à corrupção:

“Precisamos acelerar o crescimento”

Um crescimento sustentável não acontece a qualquer custo. Companhias que valorizam demais sua expansão ficam vulneráveis às más condutas. Funcionários sob pressão, metas inalcançáveis – superiores às praticadas no mercado – e técnicas motivacionais que enfatizam a “necessidade de vencer” podem pressionar e até mesmo confundir os limites éticos dos colaboradores.

“Não importa como, mas faça”

Não há como cobrar transparência, ética e boas condutas se as lideranças não derem o exemplo. Atitudes que impõem metas irreais e discursos baseados no “não importa como, mas faça” acabam, implicitamente, encorajando a corrupção interna – o pior de tudo: os líderes nunca serão responsabilizados, já que não estão diretamente envolvidos nas fraudes.

“A culpa é do novato”

Grandes e médias corporações contam com um número elevado de funcionários e diferentes graus de hierarquia. Nesse cenário, é fácil para alguém que agiu de má fé jogar a culpa em outro – por vezes, em um funcionário de diferente departamento ou de um nível hierárquico abaixo. A resolução para esse problema se dá na introdução de um sistema de responsabilização (accountability, em inglês) que, infelizmente, em muitas companhias, ainda não acompanha o ato de delegar tarefas e decisões.

“Com esse resultado, nem precisa me explicar”

Um alto nível de pressão e um sistema que premia apenas os profissionais “fora da curva” também favorecem a corrupção. Colaboradores e/ou equipes que costumam se destacar – e são premiadas por isso – não costumam ser questionadas sobre como alcançaram seus resultados expressivos. A liderança, muitas vezes, prefere não saber dos trâmites operacionais (antiéticos e corruptos, por vezes) para não “abalar o moral” e, com isso, diminuir o nível de crescimento.

“Se eu não fizer isso, vou prejudicar a empresa”

No âmbito corporativo, as más ações não podem justificar um bem maior – em longo prazo, elas trazem apenas perdas. Muitos funcionários se dizem obrigados a praticar atos ilícitos ou antiéticos, alegando que, se não se envolvessem nas irregularidades, estariam prejudicando os colegas, os chefes e toda a companhia. Trata-se de uma falsa preocupação, potencializada com um sentido de urgência deturpado – e que deve ser evitado.

“Mas é um processo normal aqui dentro”

Outras empresas ainda tentam disfarçar atitudes corruptas valendo-se de nomenclaturas e processos que, à primeira vista, parecem corriqueiros e legais. Como o pagamento de “bolas” nos departamentos comerciais, premiando um fornecedor, na verdade, uma prática antiética. No caso específico de propinas, por exemplo, muitas abrem “fundos” com nomes-fantasia, que visam ludibriar auditores e fiscais – no relatório, algo como “fundo para consultoria de projetos” pode passar despercebido.

*Rafael Multedo é CEO da Tecvidya, empresa especializada em soluções de vídeo pela web, como a plataforma corporativa de vídeos Meritum. Por meio da tecnologia, dezenas de empresas aplicam o curso de Compliance (Governança Corporativa) a mais de 5 mil colaboradores, o que proporciona uma redução drástica nos custos de logística – como viagens e horas de profissionais que aplicariam cursos e treinamentos por apresentações em vídeo. Para saber mais, acesse: www.tecvidya.com.br.

 

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